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quinta-feira, 28 de novembro de 2013

PROGRAMA BRASIL QUILOMBOLA

  As Comunidades Quilombolas Chifre do Bode e Poço do Sal, foram comtempladas com o Programa Brasil Quilombola e irá receber equipamentos para um centro comunitário. As comunidades que são atendidas pelo CRAS II - Terra do Sol o que trará mais oportunidades de conhecimentos da própria história dos quilombolas. O CRAS II - Terra do Sol já atua na comunidade levando cursos de geração de renda e atendendo crianças do SCFV de 3 à 7 anos (PETI) e Jovens do SCFV de 13 à 17 anos (Projovem) e gestantes em situação de vulnerabilidade social. Com a instalação Centro Comunitário o CRAS procura-rá ampliar seus serviços.



Comunidade quilombola irá receber equipamentos para Centro Comunitário

Os equipamentos doados fazem parte do Programa Brasil Quilombola e serão cedidos pela Sesau
Foto: Olival Santos
Comunidade quilombola irá receber equipamentos para Centro Comunitário
A doação dos equipamentos faz parte do programa Brasil Quilombola
Repórter:
Fabiano Di Pace

Com o objetivo de melhorar a estrutura para eventos e socialização das comunidades quilombolas Poço de Sal e Chifre do Bode do município de Pão de Açúcar, a Secretaria de Estado de Saúde (Sesau), em parceria com o governo federal, realizou a doação de materiais para o Centro Comunitário das comunidades. A doação faz parte do programa Brasil Quilombola e vai beneficiar cerca de 500 pessoas.
A superintendente estadual de Vigilância em Saúde (Suvisa), Sandra Canuto, explicou que o Programa Brasil Quilombola, envolve um conjunto de ações governamentais que visam garantir o acesso das populações quilombolas a serviços públicos essenciais, priorizando desenvolvimento econômico, educação, além de estímulos a participação em políticas públicas.
 “Com a doação e reforma do centro comunitário, os moradores das comunidades quilombolas poderão assistir palestras, filmes, praticar esportes como capoeira, além de garantir um local estruturado para reuniões dos moradores”, destacou Sandra Canuto.
Na ocasião, a Sesau realizou a doação de 120 cadeiras, 30 mesas, aparelhos de DVD, 1 televisor de 40 polegadas, 1 bebedouro, além de roupas para a prática de capoeira. A presidente da Associação dos Quilombolas do Chifre do Bode, Marisete Santos, afirmou que os equipamentos vão oferecer mais qualidade de vida e conforto para a realização de eventos nas comunidades. “A estruturação do Centro de Lazer visa garantir cidadania aos quilombolas, que passam a contar com um local para discutir melhorias na qualidade de vida da população”,  ressaltou.
A estruturação do centro também faz parte da estratégia de prevenção à saúde do governo estadual. De acordo com a gerente de Políticas de Equidade em Saúde da Sesau, Margareth Magalhães, a juventude quilombola está exposta aos mesmos dilemas de todos os jovens brasileiros, por isso é essencial que o Estado promova políticas de prevenção e conscientização para que as famílias possam lidar e prevenir graves questões como vícios e doenças.
Festa da Comunidade – Nesta sexta-feira (29), a comunidade quilombola Poço do Sal realiza a terceira edição de sua festa anual. Durante o evento, que se estende até sábado (30), serão realizadas apresentações culturais e eventos esportivos. “A celebração cria um oportunidade de integração entre as comunidades da cidade de Pão de Açúcar, ampliando assim o sentimento de cidadania e bem estar de todos”, disse Margareth Magalhães.
A festa terá inicio às 8h com a realização de uma apresentação cultural na Escola Municipal Maria Celeste. Em seguida, será realizada uma missa de ação de graças. Também haverá uma apresentação da Banda Unidos Pela Fé a partir das 19h.
 
No sábado (30), serão realizados torneio de futebol e uma corrida de jegue. A programação conta ainda com apresentação do Grupo de Capoeira, formado por jovens das comunidades de Poço de Sal e Chifre do Bode. A festa contará ainda com encenações de Pastoril, Reisado e a apresentação da Banda Olodum da cidade de Palestina. A programação será encerrada com um show de  seresta e bandas alternativas, no palco montado na comunidade. 


Fonte: Ascom / Saúde

segunda-feira, 3 de junho de 2013

12 de junho – Por um mundo sem trabalho infantil

12 de junho – Por um mundo sem trabalho infantil


Denise Colin
O combate ao trabalho infantil no Brasil tem alcançado avanços nas últimas duas décadas. Nesse período, o número de crianças e adolescentes que trabalham vem declinando continuamente. Em 2010, o Censo Demográfico aponta a existência de 1.598.569 crianças e adolescentes de 10 a 15 anos trabalhando, o que representa 7,7% do total de crianças nessa idade. Para esta faixa etária, registra-se um decréscimo de 10,8% em comparação com os dados do Censo 2000, quando havia 1.791.480 de crianças e adolescentes ocupados. A proporção de jovens com idades entre 16 e 17 anos também foi reduzida em 15,7%.
O enfrentamento ao trabalho infantil no país tem como diretrizes as estratégicas pactuadas pela Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Infantil (Conaeti), através do Plano Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador (2011 e 2015), que envolve ações de vários ministérios.
Priorizando esse propósito, o governo brasileiro está inserido no compromisso mundial de erradicar as piores formas de trabalho infantil até 2015 e todas as formas até 2020. Nesse cenário, o Brasil sediará, no segundo semestre de 2013, a III Conferência Mundial contra o Trabalho Infantil, manifestando-se como liderança importante para o enfrentamento dessa problemática.
Seguindo esse compromisso é que o Brasil reitera a importância do dia 12 de junho – Dia Mundial de Combate ao Trabalho Infantil – como marco internacional simbólico de chamamento para a reflexão sobre o trabalho infantil. Precisamos esclarecer os inúmeros riscos a que se expõem as pessoas inseridas precocemente no trabalho e as consequências nocivas para a vida adulta, por isso participamos da convocação: “Vamos acabar com o trabalho infantil: em defesa dos direitos humanos e da justiça social”.
Os esforços do governo brasileiro se refletem no direcionamento das políticas públicas, gerando impactos importantes que vêm se somando nesse processo de enfrentamento.
O fortalecimento da Política de Assistência Social, com aporte financeiro, técnico e com avanço de pactuações, tem proporcionado um Sistema Único de Assistência Social (Suas) mais eficaz e eficiente, que se faz chegar às populações em vulnerabilidade e risco. Um exemplo dessa realidade é a oferta, pelo MDS, de Equipes Volantes e Serviços Especializados em Abordagem Social, para que os municípios tenham condições de ampliar a busca ativa nos territórios, identificar situações de trabalho infantil e realizar registros/atualizações no Cadastro Único, a fim de garantir a transferência de renda às famílias com crianças e adolescentes retirados da situação de trabalho, inclusão das crianças e adolescentes nos Serviços de Convivência e Fortalecimento de Vínculos e no acompanhamento familiar através dos Cras e Creas, bem como os demais encaminhamentos a outras políticas públicas.
No Suas, o Programa de Erradicação do Trabalho Infantil (Peti) está avançando na qualificação, fortalecendo a intersetorialidade e a gestão integrada de benefícios e serviços destinados às famílias cujas crianças e adolescentes estejam em iminência ou retirados da situação de trabalho. 
O Fórum Nacional de Prevenção e Erradicação do Trabalho Infantil iniciou, neste ano, o movimento de Caravanas contra o Trabalho Infantil, reavivando o Catavento de cinco pontas coloridas (azul, vermelha, verde, amarela e laranja) – para marcar a luta pela erradicação do trabalho infantil. Intensifica-se a mobilização, convocação, distribuição de responsabilidade e afirmação de compromissos com essa causa.
Neste cenário favorável para a realização de uma ruptura histórica em que o trabalho infantil se constitua em passado, precisamos ser protagonistas de outra cultura e agentes de uma nova realidade, na qual a criança, o adolescente e suas famílias tenham a proteção integral garantida nos instrumentos legais assumidos pelo Brasil, acessando direitos e vivendo em uma sociedade que avança em sua democratização.
Por um mundo sem trabalho infantil!
Denise Colin é secretária nacional de Assistência Social do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome